sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rios de Salvador

Salvador possui hoje 12 rios que cortam a cidade de ponta a ponta, porém 10 desses rios se encontram em estado de grande poluição, segundo a pesquisa Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador, realizada pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (Ciags), da Escola de Administração da Ufba, entre os anos de 2006 e 2009 e que resultou na mais completa publicação sobre os rio de Salvador que eu conheço, o almanaque  “O Caminhos das Águas em Salvador:  Bacias hidrográficas , bairros e fontes”, Coordenada pela socióloga Elizabete Santos.

Esses rios sãos de desconhecimento de quase totalidade da população, que apenas acreditam se tratar de esgoto. É também essa população culpada, em parte, pela poluição dos nossos rios, já que muitas residências em Salvador despacham seus esgotos ou lixo dentro do rios, muita área de escoamento e lagoas foram aterradas para dar lugar a residências, sejam fruto de invasões desordenadas ou fruto de construções de condomínios de luxo por parte do capital especulativo imobiliário, que alis é um dos maiores culpados pela destruição natural em nossa cidade.

Soma-se a tudo isso, o descaso por parte dos ditos poderes públicos que nada fazem para recuperarem nossos rios, se preocupando apenas em terminarem com o assassinado dos mesmo, confinando os rios a galerias  subterrâneas sem nenhum contato com o mundo exterior, sem poderem receber luz do sol, acumulando gazes  e passando de uma vez por toda para o esquecimento.

Não podemos continuar com isso!

No momento em que um rio é destruído, não é apenas ele que morre, mais toda uma biodiversidade vai para sempre com ele. A fauna aquática é extinta, levando peixes, camarões, pitus, muçuns, e toda a sorte de vida aquática, rãs, sapos, “gias” e demais anfíbios, cobras, lagartos, camaleões, e muitos outros repteis. A flora é destruída, espécies endêmicas desaparecem, no lugar surge a homogeneidade hora das gramíneas, hora do concreto (sobressaindo esse ultimo). Com o fim da flora, animas somem, sussuaranas, pássaros das mais diversas espécies, borboletas, uma quantidade enorme de insetos nativos, micos, e muitas outras espécies, no lugar aparecem os ratos e baratas, doenças e sujeiras. Com a eliminação completa dos rios, aumenta o calor nas regiões antes refrescadas pelas aguas do rio, ainda que poluidas, enchentes se tornam mais corrigeras.
Com o fim dos rios não temos mais espaços para lazer, restando apenas e por enquanto as praias, cada dias mais cheias, caras e poluídas. Antes podíamos tomar banho no rios que passava na porta de nossas cassas, pegávamos águas nas fontes, lavávamos roupas nos lagos, hoje temos que pagar pelo ar dentro dos canos de água e pagar carros pipas para encherem nossos tanques. Os rios eram uma fonte de lazer, hoje restam os campos, a marginalidade, a musica sem qualidade e a praia sem espaço para banhistas. Acabamos com tudo e continuamos a destruir o que resta até que só reste a nóis mesmo para destruir.

Os rios também é uma inestimável fonte de alimentação, mais a destruição não considera isso, o capital não considera isso, nosso governantes não consideram isso. Podíamos pescar no rio que passa em nosso quintal, mais preferimos jogar lixo nele, destruir sua mata auxiliar e aterra seus afluentes e bacias, em fim, nóis temos o controle do mundo.

 A água no mundo é um bem esgotável, muitos especialistas dizem que era pode ser um dos motivos de uma possível 3ª guerra mundial. Salvador possui um subsolo riquíssimo em água, porém passamos por um processo de desertificação, aos poucos estamos perdendo as poucas  ligações com a natureza que nos restaram depois de séculos de destruição,e o piro, nem nos importamos com isso. Se paramos um momento no meio d aruá e olhar em volta, poderemos perceber que estamos “presos” em uma enorme cadeia, a qualquer lado que olhamos veremos concreto, asfalto, fumaça, lixo, calor, fome, sede, destruição. Prédios e mais prédios, carros e mais carros, cinza e mais cinza. E da natureza o que nos restou? Apenas um jarro de planta em cima de uma mesa...


Salvemos nossos rios!


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