quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Rio Jaguaribe

"Com suas nascentes nos bairros de Águas Claras, Valéria e Castelo Branco, o Rio Jaguaribe, cujo nome de origem tupi, significa ‘Rio das Onças’, percorre uma distância de, aproximadamente, 15,2km, passando pelo Jardim Nova Esperança, Cajazeiras VIII, Nova Brasília, Trobogy, Mussurunga, Bairro da Paz e deságua
em Piatã, na 3ª Ponte da Av. Octávio Mangabeira. Apresenta vários afluentes de grande vazão, entre eles os Rios Trobogy, Cambunas, Mocambo, Águas Claras, Cabo Verde, Coroado, Leprosário, Córrego do Bispo, entre outros, que atravessam os bairros de Águas Claras, Cajazeiras II, IV, V, VI, VII e X, Castelo Branco, Sete de Abril, Canabrava, Novo Marotinho, Dom Avelar, São Marcos, Sete de Abril, Vale dos Lagos, Vila Canária e Alto do Coqueirinho." (SANTOS, Elisabet.Org. O caminho das aguas em Salvador: Bacias hidrograficas, bairros e fontes. Salvador, 2010.pag 227)


 Circulo lilas marca local da possível nascente do rio, as setas verdes indicam o curso do rio. Bairro: Aguas Claras

Rio passando entre os bairro de Jardim Nova Esperança e Nova Brasilia

Setas verdes indicando o curso do rio. Entre o Bairro de Nova Brasilia e Trobogy


Mostra um ponto um pouco depois de Agua Claras, exatamente falando, no local chamdo de "PINICÃO", no Bairro de Cajazeiras. Novamente as setas verdes indicando o curso do rio.


Região da Paralela. O Quadrado verde indica o Went Wild e as setas verdes indicam lagoas que compõem o estuario da bacia do rio.

 Região da Paralela, o quadrado marcar a FTC e a seta verde lagoa do estuario da bacia do rio, lagoa essa que por causa das construções imobiliarias na paralela já dar sinais de assoreamento. Sendo que no começo de 2010 ela transbordou e alagou parte da paralela.



Setas indicando outras lagoas que compõem o estuário do rio. Paralela.


O rio atravessando a Paralela para desagua no mar. Setas indicam o curso do rio.

 Rio já na região de Piata. Nota se o aumento significativo do Volume da agua.


O Rio Jaguaribe passando em frente ao Clube do SESC coberto por intensa vegetação.

O Rio Jaguaribe, passando na regiao de Piatã.Nota se que nesse trecho a vegetação que cobre o rio diminui.


O Rio Jaguaribe, depois que se junta ao rio Passa Vaca, alguns metros antes, finalmente chega a seu destino, o Oceano Atlantico.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Rio Pituaçu

O Rio Pituaçu possui cerca de 9,4 km de extensão e faz parte da Bacia hidrográfica do Rio das Pedras/Pituaçu, sendo o mais extenso dos rios dessa bacia. Seu nome, de origem indígena, significa Camarão  . Ele durante seu percurso passa pelos bairros de Sussuarana, Nova Sussuarana, Novo Horizonte, CAB, Pau da Lima, São Marcos e Pituaçu. Em 1906, o Rio Pituaçu, foi represado para ser usado no abastecimento de Salvador, formando atificialmente a Lagoa do Pituaçu, localizado no Parque Metropolitano de Pituaçu.  Suas nascentes se encontram nos bairros de Mata escura e Sussuarana, além de receber  afluente d e bairros vizinhos. Perto da represa do Pituaçu, o rio se encontra com o Rio das Pedras e segue com essee nome até deságua na da Praia da Boca do Rio.
As suas aguas deixaram de ser usada para o abastecimento da cidade em 2002, devido a sua poluição.




1-Começo do Rio Pituaçu (Ao lado da Lemos de Brito) - Mata Escura

2-Afluente do Rio Pituaçu em Sussuarana

3-Rio Pituaçu entre Pau da Lima e Sussuarana (observa-se que o rio está coberto por vegetação)

4-Rio Pituaçu passando atrás do Jardim Botânico de Salvador (São Marcos)

5-Afluentes vindos de Sussuarana



6-Trecho do Rio atras do conjuto habitacional Colinas de Pituaçu (São Rafael/São Marcos)

7-Rio Pituaçu passando proximo a Escolinha da SUDESB na Avenida Gal Costa (chegando a Avenida Paralela)


8-Rio Pituaçu atravesando a Paralela rumo a represa do Parque de Pituaçu (parte canalizada)


9-Parque metropolitano de Pituaçu e sua represa

O Parque de Pituaçu, é a maior reserva ecológica dentro do perímento urbano de Salvador

O Parque de Pituaçu, criado em 1973, pelo governador Roberto Santos, pelo Decreto Estadual nº. 23.666 de 04/09/73, com 660 hectares, para proteção do manancial hídrico, preservação da natureza e realização de atividades científicas, educativas e recreativas, é a maior reserva ecológica dentro do perímetro urbano de Salvador. Hoje, conta com apenas 425 hectares , um cinturão de Mata Atlântica, com uma grande variedade de árvores frutíferas, dendezeiros e palmeiras diversas e abriga a repressa de Pituaçu construída por Teodoro Sampaio em 1906 para abastecimento da cidade no governo de Gomes Carneiro da Rocha.
Grande parte da área é representada pelos mananciais da represa de Pituaçu, barrando as águas do rio do mesmo nome e de seus pequenos afluentes. A altitude da área é variada, situando-se os pontos mais elevados nas cotas 45m a 50m e os mais baixos, em torno de 5m acima do nível do mar. A represa de Pituaçu se assemelha a um trevo de 4 folhas, circundada por uma topografia de pequenas colinas, característica de Salvador com vista para o mar aberto. Solo, vegetação e lagoa, já foram, de certa forma, descaraterizadas de sua forma primitiva, devidos a sucessivos desmatamentos, queimadas, lavouras e capoeiras. Os remanescentes da Mata Atlântica ombrófila densa e ecossistemas associados como manguezais, restingas, brejos são as formações vegetais que ocorrem nesta região, e o Parque de Pituaçu representa um fragmento deste ecossistema.
Com o papel dado ao Parque, frente ao contexto urbano em que está inserido, foi de dotar a região metropolitana de Salvador de uma área destinada a atender ao lazer, com uma ciclovia de 18 quilômetros, um playground com equipamentos de lazer para a criançada , um píer com pedalinhos e uma área de 55 hectares com um centro comercial, quiosques de água de coco e acarajé e módulos compostos de lanchonetes, sorveteria, restaurante e bar. Tudo isso aliado a sistemas de sinalização e iluminação adequados. No local também está situado o Espaço Cravo, um museu a céu aberto que conta com um acervo de 800 peças e outras 200 cedidas ao Estado da Bahia pelo próprio artista plástico Mário Cravo, as quais constituem-se de totens vegetais, objetos alados e tridimensionais, desenhos, pinturas, projetos arquitetônicos e produção em multimídia.
Mas a chave da questão tem sido encontrar um ponto de equilíbrio entre as alternativas de lazer que o parque é capaz de proporcionar à população e sua preservação, restauro e utilização racional dos recursos naturais; priorizar o uso ecologicamente sustentado dos recursos naturais, visando a satisfação das necessidades básicas, presentes e futuras, com a máxima participação das comunidades residentes e próximas ao parque.


10-Encontro entre Rio das Pedras e o Rio Pituaçu



11- Encontro do Rio da Pedra/Pituaçu com o mar - Praia da Boca do Rio

 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rio dos Seixos

(Fonte: http://quikmaps.com/show/107967)

“No dia 21 de setembro de 2008, a Prefeitura Municipal de Salvador inaugurou o
projeto de macro drenagem, infra-estrutura e urbanização da Avenida Centenário. Com o objetivo de acabar com os alagamentos nos períodos de chuva e proporcionar lazer e conforto para a população, o rio dos Seixos foi canalizado e coberto por uma superfície de concreto. Equipamentos de ginástica, iluminação, parques infantis, jardins de cooper, ciclovias e uma nova pavimentação foram construídos. Segundo Lafayette Dantas, um estudo ambiental foi requerido e utilizado para a viabilização das obras, mas as análises apresentadas comprovavam que o rio dos Seixos estava em fase de recuperação e que em alguns pontos era possível encontrar peixes e vegetação. Mesmo assim, a obra foi realizada.”¹


Esse foi o fim dado ao  Rio dos Seixos, localizado entre o Vale do Canela é o Morro do Cristo (Barra), com cerca de 1,5 km de extensão. Seu nome significa Pedras Roladas e no passado “foi importante como defesa natural para as primeiras ocupações que ocorreram em Salvador. O sítio da aldeia onde viveu Caramuru, na região do Porto da Barra, tinha a depressão embrejada dos Seixos como defesa natural. Também serviu de proteção para o donatário Francisco Coutinho, que construiu mais de 100 casas protegidas de um lado pelo mar e do outro pelo Rio dos Seixos e seus brejos e charcos.”²  Suas nascentes estão situadas no Vale do Canela e na Fonte Nossa Senhora da Graça (construída, segundo a lenda, em 1500 por Caramuru, para a índia Catarina Paraguaçu nela banhar-se), ele passar por 3 bairros de Salvador (Canela, Graça e Barra) até se encontrar na parai do Farol da Barra (ao lado do Cristo) onde se encontra com o mar.

“O Rio dos Seixos é um rio de pequeno porte, de baixa vazão, muito raso, ampliando seu fluxo em períodos chuvosos. Caminha em todo o seu curso por áreas urbanizadas, tendo no trecho inicial do percurso uma estreita canalização retificadora e delimitadora, de alvenaria de pedra, intervias de rolamento, que obedece ao desenvolvimento da geometria da Av. Reitor Miguel Calmon.”³

1- Fonte Nossa Senhora da Graça (nascente do Seixos)

2-Rio dos Seixo nas proximidades da Escola Estadual Odorico Tavares - Vale do Canela


3-Rio do Seixos proximo  ao Centro Medico do Vale (inicio do seus encapsulamento total) - Vale do Canela

4-Trechos encapsulado do Rio dos Seixos na Av. Centenário


5- Rio dos Seixos (encapsulado) em frente ao Shopping Barra

6-Seixos correndo em direção ao mar - Barra

7-Foz do Rio Seixas (Morro do Cristo) - Barra

O Rio dos Seixos mesmo estando situado em uma das áreas mais caras de Salvador, ainda receber esgotos das residências, comercio entre outras fontes, além de está perto do Cemitério do Campo Santo, o que pode também contribuir para a sua poluição, que agora é mascarado pela mascara de concreto posto pela prefeitura. Mais ainda assim ele possui em alguns pontos flora e fauna nativa, o que mostra que a recuperação dele não é apenas necessário como viável, além da remoção das placas de concreto com urgência, já que as placas impede além do contato do rio com o meio exterior, a troca de gazes e demais funções inerentes ao rio e seus leitos, como o de escoamento da agua das chuvas.

Rio Seixos em 1536 - Bahia, 1978 (fonte: o Caminho das Aguas em Salvador: Rios, bairros e Fontes, 2010, p  24)




Chame-Chame, trecho final da atual Avenida Centenário, em 1884 (fonte:http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=920534)


ANTES




DEPOIS


Referências:

1 - Mídias Locativas em Salvador: Projetos Memória de um Rio e Vila Brandão Existe, in Simpósío Nacional ABCiber, disponivel em: http://www.abciber.com.br/simposio2009/trabalhos/anais/pdf/artigos/6_mobilidades/eixo6_art5.pdf

2- O caminho das aguas em Salvador: Bacias Hidrograficas, bairros e fontes, pags 18 e 19

3- O caminho das aguas em Salvador: Bacias Hidrograficas, bairros e fontes, pag 19

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rios de Salvador

Salvador possui hoje 12 rios que cortam a cidade de ponta a ponta, porém 10 desses rios se encontram em estado de grande poluição, segundo a pesquisa Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador, realizada pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (Ciags), da Escola de Administração da Ufba, entre os anos de 2006 e 2009 e que resultou na mais completa publicação sobre os rio de Salvador que eu conheço, o almanaque  “O Caminhos das Águas em Salvador:  Bacias hidrográficas , bairros e fontes”, Coordenada pela socióloga Elizabete Santos.

Esses rios sãos de desconhecimento de quase totalidade da população, que apenas acreditam se tratar de esgoto. É também essa população culpada, em parte, pela poluição dos nossos rios, já que muitas residências em Salvador despacham seus esgotos ou lixo dentro do rios, muita área de escoamento e lagoas foram aterradas para dar lugar a residências, sejam fruto de invasões desordenadas ou fruto de construções de condomínios de luxo por parte do capital especulativo imobiliário, que alis é um dos maiores culpados pela destruição natural em nossa cidade.

Soma-se a tudo isso, o descaso por parte dos ditos poderes públicos que nada fazem para recuperarem nossos rios, se preocupando apenas em terminarem com o assassinado dos mesmo, confinando os rios a galerias  subterrâneas sem nenhum contato com o mundo exterior, sem poderem receber luz do sol, acumulando gazes  e passando de uma vez por toda para o esquecimento.

Não podemos continuar com isso!

No momento em que um rio é destruído, não é apenas ele que morre, mais toda uma biodiversidade vai para sempre com ele. A fauna aquática é extinta, levando peixes, camarões, pitus, muçuns, e toda a sorte de vida aquática, rãs, sapos, “gias” e demais anfíbios, cobras, lagartos, camaleões, e muitos outros repteis. A flora é destruída, espécies endêmicas desaparecem, no lugar surge a homogeneidade hora das gramíneas, hora do concreto (sobressaindo esse ultimo). Com o fim da flora, animas somem, sussuaranas, pássaros das mais diversas espécies, borboletas, uma quantidade enorme de insetos nativos, micos, e muitas outras espécies, no lugar aparecem os ratos e baratas, doenças e sujeiras. Com a eliminação completa dos rios, aumenta o calor nas regiões antes refrescadas pelas aguas do rio, ainda que poluidas, enchentes se tornam mais corrigeras.
Com o fim dos rios não temos mais espaços para lazer, restando apenas e por enquanto as praias, cada dias mais cheias, caras e poluídas. Antes podíamos tomar banho no rios que passava na porta de nossas cassas, pegávamos águas nas fontes, lavávamos roupas nos lagos, hoje temos que pagar pelo ar dentro dos canos de água e pagar carros pipas para encherem nossos tanques. Os rios eram uma fonte de lazer, hoje restam os campos, a marginalidade, a musica sem qualidade e a praia sem espaço para banhistas. Acabamos com tudo e continuamos a destruir o que resta até que só reste a nóis mesmo para destruir.

Os rios também é uma inestimável fonte de alimentação, mais a destruição não considera isso, o capital não considera isso, nosso governantes não consideram isso. Podíamos pescar no rio que passa em nosso quintal, mais preferimos jogar lixo nele, destruir sua mata auxiliar e aterra seus afluentes e bacias, em fim, nóis temos o controle do mundo.

 A água no mundo é um bem esgotável, muitos especialistas dizem que era pode ser um dos motivos de uma possível 3ª guerra mundial. Salvador possui um subsolo riquíssimo em água, porém passamos por um processo de desertificação, aos poucos estamos perdendo as poucas  ligações com a natureza que nos restaram depois de séculos de destruição,e o piro, nem nos importamos com isso. Se paramos um momento no meio d aruá e olhar em volta, poderemos perceber que estamos “presos” em uma enorme cadeia, a qualquer lado que olhamos veremos concreto, asfalto, fumaça, lixo, calor, fome, sede, destruição. Prédios e mais prédios, carros e mais carros, cinza e mais cinza. E da natureza o que nos restou? Apenas um jarro de planta em cima de uma mesa...


Salvemos nossos rios!


Apresentação

A idéia de se criar esse espaço a fim de falar do rios soteropolitano, e mais do que isso, de alerta a gradual destruição por qual passam, começou, por mais paradoxal  que isso seja, durante minhas andanças durante a coleta d dados para o Censo 2010, realizado pelo IBGE a cada 10 anos. Eu como recenseador tinha que percorrer áreas que nem segue tinha ouvido falar para poder realizar entrevistas com os moradores das áreas sobre minha responsabilidade.
Foi durante essas andanças no bairro de Jardim Nova Esperança. Periferia de Salvador, que me deparei com o Rio  Jaguaribe, até então não sabia de que rio se tratava. A força com que as suas águas corriam e a beleza de suas curvas me encantou. Decidir então indagar a alguns moradores se eles sabiam o nome do rio e de onde vinha e para onde ia, qual minha surpresa em constatar que nenhum dos moradores sabiam informar de que rio se tratava, muito menos o caminho que percorria. Foi então esse o momento que me decidir em buscar informações a respeito do até então desconhecido rio.
Grande foi minha surpresa ao lembra que o meu primeiro percurso, em Pau da Lima, também possuía um rio, e o pior, esse rio é meu vizinho e eu não sabia o seu nome ou qualquer informação sobre ele, ao contrario, acreditava se tratar de um esgoto qualquer a corre a seu aberto. Pois bem, esse rio se trata do  Rio Pituaçu,  cuja parte mais conhecida é o Parque Metropolitano de Pituaçu, um dos raros parques ecológicos urbanos do Brasil.
A falta de informações a acerca do rios de Salvador  por parte da população é altíssima, quase todo mundo não sabem que existem rios na cidade, apenas ajam que são esgotos que precisam ser eliminados pelo poder publico.
De fato o rios de Salvador possuem mais uma aparência de esgotos a seu abertos do que propriamente de rios, isso é culpa de décadas de crescimento desordenado da cidade, que alem da destruição da mata atlântica trouxe poluição aos nossos rios ou pelo menos aqueles que resistiram a destruição. A população desinformada em sem consciência ambiental continua a lançar lixo e esgoto as já poluídas águas de nossos rios, raro  os rios que ainda possuem trecho com fauna.
Para tentar conscientizar mais nossa população e mostrar a eles que existem sim rios em nossa cidade e que devemos lutar pela recuperação dos mesmos é que essa blog foi criado. Precisamos urgentemente impedir que se destruam totalmente  o que resta do nosso contato com a natureza e mata atlântica.


O sinal está vermelho para os Rios de Salvador!